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O fluxo de caixa mostra para onde foi o dinheiro: quanto entrou, quanto saiu e como evoluiu ao longo do tempo. O guito constrói esta vista a partir dos movimentos das suas contas bancárias, agrupados por categoria e por período. Encontra-a em Movimentos (/transactions). Esta página explica como esses números são calculados, para que perceba sempre de onde vem cada total.
Não precisa de saber nada disto para usar o guito. Isto é para quem quer compreender a lógica por trás dos valores de receitas, despesas e saldo apresentados na página Movimentos. Para agir sobre os seus movimentos (filtrar, recategorizar, ligar uma transferência, excluir um movimento), veja Movimentos e fluxo de caixa.
O fluxo de caixa depende de contas bancárias ligadas por sincronização automática (open banking). Sem contas ligadas, não há movimentos para analisar. Veja Sincronização bancária para começar.

O sinal do montante decide a direção

A regra base é simples: o sinal de cada movimento determina de que lado entra na análise.
  • Montante positivo: dinheiro que entrou (lado das receitas).
  • Montante negativo: dinheiro que saiu (lado das despesas).
Esta regra aplica-se em todo o lado: nos totais do cabeçalho, no gráfico mensal, na repartição por categoria e nas cores da lista de movimentos. Os totais do cabeçalho refletem o que realmente entrou e saiu:
  • Receitas: soma de todos os movimentos com montante positivo.
  • Despesas: soma do valor absoluto de todos os movimentos com montante negativo.
  • Saldo: a diferença entre os dois.

A categoria é uma etiqueta, não decide o lado

A categoria de um movimento (por exemplo, “Renda” ou “Salário”) serve para organizar e para a leitura, mas não decide se o movimento conta como receita ou despesa. Quem decide é o sinal do montante.
Pode atribuir qualquer categoria a qualquer movimento. Um reembolso de 700 € registado em “Renda” aparece do lado das receitas, porque o montante é positivo. Um débito de 200 € registado em “Salário” aparece do lado das despesas, porque o montante é negativo. Ambos são escolhas válidas.
Uma mesma categoria pode aparecer dos dois lados quando tem movimentos em ambas as direções. Por exemplo, se pagou 1.400 € de renda e recebeu 700 € de reembolso de alguém com quem partilha casa, a categoria “Renda” mostra 1.400 € do lado das despesas e 700 € do lado das receitas, deixando visível o custo real.

O que fica de fora da análise

Para que os totais reflitam apenas dinheiro que entrou ou saiu de facto, o guito deixa de fora dois tipos de movimentos:
  • Transferências internas emparelhadas. Quando move dinheiro entre as suas próprias contas, esse valor não é receita nem despesa, é o mesmo dinheiro a mudar de sítio. Quando o guito reconhece o par (mesmo montante, sinais opostos, na mesma janela temporal), ambas as transações ficam ligadas e são excluídas dos totais.
  • Movimentos excluídos do fluxo de caixa. Pode marcar manualmente um movimento para deixar de contar nos totais de receitas e despesas. Ele continua visível na lista, com um ícone de círculo com um sinal de menos, mas não entra nas somas.
As repartições do fluxo de caixa (totais, gráfico mensal e categorias) não incluem transferências internas emparelhadas nem movimentos excluídos. Se um total parecer mais baixo do que esperava, verifique se há movimentos que ligou como transferência ou que marcou para excluir.

Quando ajusta a análise manualmente

A maioria das transferências é detetada automaticamente: quando o guito reconhece um espelho de valor entre duas das suas contas, mas o sinal não chega para decidir sozinho, surge uma sugestão na Visão geral que pode confirmar com um clique. Quando a deteção não chega, o controlo do que conta fica consigo. Pode ligar manualmente as duas pontas de uma transferência entre as suas contas, para que o par saia dos totais, e pode excluir qualquer movimento isolado (por exemplo, um lançamento técnico do banco) que não deva contar para a análise. Um movimento excluído continua visível na lista, mas não entra nas somas, e pode voltar a incluí-lo quando quiser. O passo a passo de ambos está em Movimentos e fluxo de caixa.

O papel das categorias

Cada movimento recebe uma categoria automaticamente a partir dos dados do banco, e pode ajustá-la sempre que quiser. As categorias não mudam de que lado um movimento entra, mas são a base da repartição, por isso uma correção é o que faz com que os totais por categoria correspondam à forma como pensa nos seus gastos. Para perceber como as categorias são atribuídas e corrigidas, veja Categorização automática. Para uma análise por categoria ou por comerciante, pode também perguntar ao assistente do guito coisas como “Onde gasto mais dinheiro?” ou “Quanto gastei em restaurantes este mês?”. O assistente lê os mesmos movimentos categorizados e pode filtrar por período (semana, mês, trimestre ou ano).

Datas e fuso horário

Cada transação mostra o dia de calendário que o banco registou, independentemente do fuso horário em que se encontra. Um utilizador nos Açores, em Lisboa ou em Tóquio vê sempre o mesmo dia para a mesma transação: o dia que está no extrato do banco.

Moeda

Todos os totais são apresentados em euros. Movimentos em moeda estrangeira são convertidos para euros antes de entrarem nas somas, para que as contas façam sentido mesmo com contas em moedas diferentes.

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