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O guito reúne contas, investimentos, bens e créditos numa única visão. Para isso, calcula um saldo para cada conta, valoriza cada ativo e soma tudo no seu património total. Esta página explica, em linguagem simples, como esse cálculo funciona, para que perceba sempre de onde vem cada número.
Não precisa de saber nada disto para usar o guito. É uma explicação para quem quer perceber o que está por trás dos valores que vê na aplicação.

O saldo de uma conta

Todas as contas, automáticas, manuais ou importadas por ficheiro, seguem a mesma lógica. O saldo num dado dia parte de um ponto de referência e, quando aplicável, soma-lhe os movimentos posteriores. Um ponto de referência é um saldo conhecido numa data concreta. Existem dois tipos:

Saldo reportado pelo banco

O saldo que o seu banco comunica numa data, através da sincronização automática. É a palavra do banco para esse dia.

Reconciliação de saldo

Um saldo que você define à mão numa data: “no final deste dia tinha exatamente este valor”.
A regra muda consoante a origem do ponto de referência.

Contas automáticas: o banco é a verdade

Quando o banco comunica um saldo de fecho, esse valor já inclui todos os movimentos desse dia. O guito mostra esse valor diretamente, sem voltar a somar os movimentos (caso contrário, seriam contados duas vezes). Por isso, numa conta automática, o saldo de cada dia é o saldo mais recente reportado pelo banco até essa data. Os movimentos que registar à mão numa conta automática ficam guardados para acompanhar o fluxo de dinheiro, mas não alteram o saldo calculado: a verdade é o que o banco comunica.

Contas manuais: a sua reconciliação mais os movimentos

Numa conta manual, você define uma reconciliação de saldo, e o guito soma-lhe os movimentos a partir daí. Por exemplo:
  • A 1 de janeiro, define uma reconciliação de 10 000 €.
  • A 15 de janeiro, regista uma despesa de 500 €: o saldo passa a 9 500 €.
  • A 31 de janeiro, regista um recebimento de 2 000 €: o saldo passa a 11 500 €.
Os movimentos registados no mesmo dia da reconciliação são absorvidos: a reconciliação é o saldo no final desse dia. Só os movimentos posteriores à data da reconciliação alteram o saldo.
Numa conta manual, qualquer movimento que adicione ou elimine altera imediatamente o saldo. Não existe um passo de “confirmar ou não”: a conta está sempre a refletir os seus movimentos.

Saldo inicial ao criar uma conta

O “saldo atual” que indica ao criar uma conta manual é um saldo de início do dia: um ponto a partir do qual o saldo cresce. Os movimentos desse dia e dos dias seguintes somam-se a esse valor. É diferente de uma reconciliação posterior, que representa o saldo no final do dia.

O papel da reconciliação

Uma reconciliação fixa o saldo de uma conta numa data: o histórico passa a ancorar nesse valor e, a partir daí, é reconstruído somando os movimentos posteriores. O montante que indica é o saldo no final do dia escolhido. Por isso, uma reconciliação serve tanto para corrigir um histórico que se afastou da realidade como para dar um ponto de partida a uma conta que ainda não tem nenhum. A reconciliação está disponível em contas manuais e automáticas. Numa conta automática, serve para semear o histórico anterior à primeira data sincronizada, evitando uma linha a 0 €, ou para corrigir um valor inferido pelo sistema. O passo a passo para criar uma reconciliação está em Contas. Quando vários pontos de referência coincidem na mesma data, há uma ordem de prioridade: um saldo que você define à mão prevalece sobre o valor do banco, que por sua vez prevalece sobre um valor calculado pelo sistema. Assim, se definir uma reconciliação no mesmo dia em que o banco reportou um saldo, é o seu valor que vale, porque representa a correção mais deliberada.

Quando um banco se desliga

Se uma conexão bancária deixa de estar ativa, porque foi removida, o consentimento expirou ou a conexão foi suspensa, os saldos reportados pelo banco deixam de poder ser considerados atuais. A partir desse momento, o último saldo conhecido do banco passa a funcionar como base, e quaisquer movimentos que adicione depois disso ajustam o saldo para a frente, tal como numa conta manual. Ao reconectar a conta, o comportamento normal é reposto.

Cada situação, resumida

O saldo desce com a despesa e volta a subir se a eliminar. O cálculo é sempre imediato.
O saldo de todas as datas posteriores a esse movimento ajusta-se automaticamente.
Todos os saldos se ajustam automaticamente, sem passos adicionais. Movimentos repetidos são detetados para evitar duplicados.
Cada período é independente: o primeiro parte da primeira reconciliação mais os seus movimentos; o segundo parte da segunda reconciliação.
Fica guardado para acompanhar o fluxo de dinheiro, mas não altera o saldo calculado: o banco é a verdade.
O saldo é simplesmente a soma de todos os movimentos. Para corrigir, defina uma reconciliação numa data passada com o saldo conhecido.

Investimentos e bens: valorização, não saldo

Nem tudo tem um saldo bancário. As outras categorias do património são valorizadas:
  • Investimentos: cada posição é valorizada pela cotação mais recente do título. Quando o título está numa moeda diferente da sua moeda base, o valor é convertido pela taxa de câmbio mais próxima da data. Para certos produtos de taxa indexada, o valor é calculado a partir da taxa de referência aplicável em vez de uma cotação de mercado.
  • Bens (imóveis, veículos e outros): valem o montante da avaliação mais recente que registar.
  • Créditos: o valor em dívida é calculado a partir do plano de amortização e das reconciliações de saldo que registar.
O guito não aconselha investimentos. Descreve os produtos e mostra os seus valores de forma factual, sem recomendar, classificar nem avaliar qualquer instrumento.

Do saldo ao património total

A página Visão geral (/overview) reúne tudo numa única visão. Para a data em causa, o guito calcula o saldo de cada conta segundo as regras acima, valoriza cada investimento e bem pela cotação ou avaliação mais recente (convertendo para a sua moeda base quando necessário) e, no fim, soma os ativos e subtrai os passivos. O resultado é o seu património total: tudo o que tem (contas, investimentos, bens, dinheiro) menos o que deve (créditos). O mesmo cálculo é aplicado dia a dia para desenhar a evolução do património ao longo do tempo. Para os dias sem informação nova, o último valor conhecido é mantido até surgir um valor mais recente.

Páginas relacionadas

Contas

Contas automáticas e manuais, reconciliação de saldo e tipos de conta.

Sincronização bancária

Como funciona o open banking, a autorização e a renovação da conexão.

Património total

A visão geral que soma contas, investimentos, bens e créditos.

Cotações e valorização

Como os investimentos são valorizados e convertidos de moeda.