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Quando move dinheiro entre duas contas suas, levanta dinheiro num multibanco ou reembolsa um amigo, o seu património não muda: o dinheiro continua a ser seu, apenas mudou de sítio. Por isso o guito trata estes movimentos como transferências e não os conta como receita nem como despesa. Esta página explica como reconhecemos uma transferência e porque é que estes movimentos ficam de fora dos seus totais.
Não precisa de saber nada disto para usar o guito. É uma explicação para quem quer perceber porque é que alguns movimentos não entram nas somas de receitas e despesas. Para os passos de ligar uma transferência ou excluir um movimento do fluxo de caixa, veja Movimentos.

O que é uma transferência

Uma transferência é um movimento em que o outro lado é o próprio utilizador: outra das suas contas (esteja ou não no guito), a sua carteira de dinheiro vivo, um investimento seu ou um crédito seu. O meio usado (transferência SEPA, MB WAY, transferência instantânea, multibanco) não importa. O que importa é de quem é o dinheiro do outro lado. Contar estes movimentos como despesa inflacionaria os seus gastos quando, na verdade, foi apenas dinheiro a mudar de conta. Por isso o guito agrupa-os numa categoria neutra, Transferências, para os distinguir das suas compras. Quando os dois lados de uma transferência entre contas suas estão no guito, ele liga-os e mantém ambos fora dos totais de receitas e despesas. Pode também excluir qualquer movimento do fluxo de caixa.
Pagamentos a empresas identificadas (entidades com sufixos legais como UNIPESSOAL, LDA, SA, LTD) nunca são tratados como transferências. São despesas reais.

O que o guito classifica como transferência

  • Pagamentos entre pessoas (MB WAY, Revolut Pay) de e para particulares: podem ser um reembolso, uma prenda ou o pagamento de um empréstimo, por isso ficam neutros.
  • Levantamentos em multibanco: o dinheiro continua na sua carteira, apenas mudou de formato.
  • Depósitos e levantamentos da sua corretora: é dinheiro a entrar e a sair da carteira de investimentos, não um investimento em si.
Transferências com um propósito comercial claro na descrição (por exemplo “PAGAMENTO RENDA”, “FATURA”) não são tratadas como transferências. Ficam na categoria de despesa adequada.

Como reconhecemos um par

Quando os dois lados de uma transferência estão no guito, ele tenta ligá-los num par. Depois de cada sincronização, o guito procura dois movimentos seus, em contas diferentes, com o mesmo montante na mesma moeda e sinais opostos, próximos no tempo. Um espelho de valor não chega. O guito só liga um par automaticamente quando tem confiança de que os dois movimentos pertencem um ao outro, para nunca juntar por engano dois pagamentos de igual valor entre pessoas diferentes. Quando não tem essa certeza, deixa-os por ligar em vez de adivinhar. Pode sempre ligar dois movimentos como uma transferência interna a partir dos detalhes do movimento. Quando o outro lado não existe como movimento (por exemplo, dinheiro que levantou para a carteira), pode escolher nos detalhes, no campo da conta de destino, para qual das suas contas o dinheiro foi: o guito cria a outra metade nessa conta e liga o par. Só aparecem as suas contas manuais na mesma moeda. Os pares ligados, automática ou manualmente, ficam fora dos totais de receitas e despesas. Um movimento noutra moeda, ou cujo contrário não esteja no guito, não é ligado automaticamente, por isso ligue-o ou exclua-o do fluxo de caixa quando precisar.

Casos particulares

Sem o outro lado no guito, o guito não consegue ligar o par automaticamente. O movimento continua a aparecer na categoria Transferências para o reconhecer. Para o manter fora dos totais de receitas e despesas, exclua-o do fluxo de caixa nos detalhes do movimento, ou adicione a outra conta como conta manual no guito e escolha-a como conta de destino nos detalhes do movimento.
São classificados como transferência por defeito, porque a carteira é uma conta sua que não está a ser seguida. Se quiser acompanhar o dinheiro físico, adicione uma conta manual de carteira e, nos detalhes do levantamento, escolha essa carteira como conta de destino: o guito cria a entrada correspondente na carteira e liga os dois lados.
Quando compra ou vende um instrumento, o dinheiro move-se entre a sua conta de dinheiro e o investimento. Na lista de movimentos, o guito mostra este fluxo de origem para destino, tal como faz nas transferências internas, porque é uma realocação entre dois saldos seus. Os dividendos não entram aqui: são rendimento da empresa, não uma transferência entre as suas contas, por isso mantêm a apresentação normal de receita.

Páginas relacionadas

Movimentos

Ligue uma transferência, exclua um movimento do fluxo de caixa e ajuste categorias.

Fluxo de caixa

Como o guito calcula receitas e despesas e o que fica de fora dos totais.